PM que matou esposa em 2013 é condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão
Réu foi julgado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima

O major da Polícia Militar Dário Angelo Lucas da Silva, de 51 anos, foi condenado a 21 anos,10 meses e 15 dias de prisão por ter matado a tiros a esposa Yana Moura, de 30 anos. O crime aconteceu em 2 de janeiro de 2013, na casa da sogra dela, onde o casal costumava passar o Réveillon. Naquela época, ele era capitão da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).
Ele foi julgado nesta quinta-feira (12), no Fórum de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, e cumprirá pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, no Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (CREED). Familiares e amigos de Yana assistiram a sessão.
A empresária foi morta na casa da sogra, na madrugada daquela quarta-feira. Ela foi atingida dois tiros de pistola .40, que vararam o olho e supercílio esquerdos.
A sentença foi proferida pelo presidente da sessão, o juiz de direito Thiago Fernandes Cintra. O Ministério Público foi representado pelos promotores de justiça Liana Menezes Santos e Ademilton das Virgens Carvalho Leitão.
Para a promotoria, apenas a justiça foi feita. Pois, já se havia perdido a vida de Yana.
Dário foi conduzido ao CREEDE logo após a leitura da sentença, conforme manda a decisão recente do STF, que determina o recolhimento imediato quando a decisão condenatória vem do tribunal do júri.
Dinâmica do júri popular
Durante a sessão, a mãe da vítima, Rozeane Moura, foi ouvida como testemunha, a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Ela falou sobre episódios de agressão sofridas por Yana e traições que Dário teria cometido.
No depoimento do réu confesso, ele falou que havia sido traído por Yana por mais de uma vez e detalhou os momentos que sucederam o assassinato da companheira. No final, chorando, evitou falar sobre arrependimento e disse que queria ter ‘cinco minutos de lucidez’ para não ter cometido o crime.
A princípio, seriam ouvidas quatro testemunhas de defesa, mas uma morreu e duas moram em outras cidades e não conseguiram depor. Estiveram presentes sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens. Eles foram sorteados previamente, na presença do público.
Folha de Pernambuco

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